top of page
  • Foto do escritorSite Instituto

Obesidade é fator de risco para outras doenças

A obesidade pode ser sim uma doença genética em alguns casos, porém é uma doença multifatorial, uma vez que os genes podem exercer efeitos desfavoráveis, alterando os gastos energéticos do organismo, o apetite e o modo como o organismo processa os nutrientes. Além disso, há fatores determinantes que influenciam o extremo ganho de peso, como o fator ambiental, vida social, estilo de vida, cultura, hábitos familiares, fatores emocionais e psicológicos.

Entretanto, é um distúrbio que pode acarretar, a longo prazo, em outras doenças primárias tais como: diabetes, pressão alta, colesterol elevado, sedentarismo e depressão. Pessoas obesas sofrem de um desequilíbrio entre energia consumida e energia gasta, provocando acúmulo de gordura corporal. Do mesmo modo, manifestam limitações de movimento e tendem a ser contaminadas com fungos e outras infecções de pele em suas dobras de gordura, com diversas complicações.


É importante ressaltar que a obesidade acarreta diversos problemas de pele porque afeta o funcionamento das glândulas sebáceas e da produção de sebo; a estrutura, função e produção de colágeno; produção de suor; sistema linfático, e cicatrização da pele. No entanto, quando o distúrbio não é tratado, pode aumentar o risco da pessoa desenvolver uma doença cardiovascular, um aumento da taxa de colesterol no sangue, o que causa um acúmulo de placas de gordura nas artérias.


Percebe-se que a obesidade está ligada a 13 tipos diferentes de câncer. Essa gordura se acumula no corpo e se transforma em um gatilho para o aumento da resistência insulínica, causando processos inflamatórios constantes. Diversos mediadores bioquímicos são secretados na circulação e podem possibilitar a proliferação celular, predispondo ao câncer e também ao aumento da produção de hormônios sexuais pelas células de gordura.

A reeducação alimentar e mudança de estilo de vida podem ser de grande utilidade no tratamento, porém, assim como qualquer doença, deve ser investigada e tratada. O tratamento é eficaz com a modificação definitiva nos hábitos alimentares, além da prática regular de exercícios físicos, ou até mesmo com uso de remédios indicados pelo médico para ajudar a amenizar o apetite e a compulsão alimentar. Essa mudança não só provoca redução de peso e reversão da obesidade, como também simplifica a manutenção do quadro saudável.


Assim, muitos pacientes têm um componente ansioso e/ou compulsivo, e nos dias de hoje, cada vez mais pessoas estão ficando com um nível de ansiedade alto, fazendo com que aumente-se a ingestão calórica, elevando assim a chance de sobrepeso e obesidade. Ou seja, grande parte desses pacientes que têm um componente psiquiátrico no meio, há de se tratar com tal acompanhamento direto e minucioso. Por isso, a saúde mental e o tratamento da obesidade necessitam de cuidados com o corpo e com a mente.


Dr Marchius Lima

Médico CRM170011

10 visualizações0 comentário

Comments


bottom of page